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Bibliotecas em Ação

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"Quem conta um conto, acrescenta um ponto"

Sessão de Escrita Criativa em aula - Voluntários de Leitura

Bibliotecas Escolares, 13.03.22

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A partir da história "Flora e o violino" da autoria de Gerda Muller, as turmas do 2º e 3º ciclos do agrupamento foram desafiadas a completar um texto com lacunas, de forma a que fizesse sentido e todos pudessem deixar  a  sua marca.

O texto final será dado a conhecer a todas as turmas participantes.

"O que nos contam as histórias"

Voluntários da Leitura

Bibliotecas Escolares, 11.03.22

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Partindo do pressuposto de que as boas histórias / leituras devem ser partilhadas com o maior número possível de leitores, os Voluntários da Leitura resolveram fazer isso mesmo. Organizaram uma mesa redonda informal (sem mesa...) onde se conversou sobre boas histórias. Os alunos das turmas C, D e E do 9º ano aceitaram o desafio e apresentaram os livros que estão a ler, no âmbito do projeto "10 minutos a ler". E não faltaram motivos para uma boa conversa, bem moderada pelos nossos Voluntários.

                                     

                                     

Sete dias, sete leituras com afeto

Os Voluntários de Leitura no Mês dos Afetos

Bibliotecas Escolares, 28.02.22

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O menino de sua mãe

No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado -
Duas, de lado a lado -,
Jaz morto, e arrefece.
 
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
 
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»
 
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
 
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
 
Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe.
 
Fernando Pessoa 
 

Sete dias, sete leituras com afeto

Os Voluntários de Leitura no Mês dos Afetos

Bibliotecas Escolares, 26.02.22

Amor é fogo que arde sem se ver

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Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor,
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís Vaz de Camões    

         

Sete dias, sete leituras com afeto

Os Voluntários de Leitura no Mês dos Afetos

Bibliotecas Escolares, 25.02.22

Soneto XVIII

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“Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.”  

William Shakespeare

 

Sete dias, sete leituras com afeto

Mês dos afetos

Bibliotecas Escolares, 24.02.22

Crepúsculo

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Horas crepusculares tão magoadas,
Correm de leve, preguiçosamente...
Cai a tardinha sonhadoramente...
Vamos os dois sozinhos, de mãos dadas!...

Sonham as flores das hastes debruçadas...
Fecho os olhos, cansada, languescente...
E todo oiro e púrpura o poente!
Que lindas são as sombras das estradas!...

São sorrisos teus olhos... Teu olhar
Anda abraçado ao meu, sem o beijar
Numa caricia imensa, ardente, louca!

Anda já o luar pelos caminhos...
Há brandas serenatas pelos ninhos...
— Tu fitas num anseio a minha boca!...

Florbela Espanca

Sete dias, sete leituras com afeto

Os Voluntários de Leitura no Mês dos Afetos

Bibliotecas Escolares, 23.02.22
Todas as Cartas de Amor são Ridículas

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Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos
 
 

Sete dias, sete leituras com afeto

Mês dos Afetos

Bibliotecas Escolares, 21.02.22

A Carolina Pessoa, do 12º C, voluntária da leitura, iniciou hoje esta atividade com a leitura de um poema de Sebastião da Gama, "Quando eu nasci".

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Quando eu nasci,

ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

Para que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe…

Leituras Centenárias - "A maior flor do mundo" de José Saramago

Voluntários da Leitura

Bibliotecas Escolares, 16.11.21

 

Tem início hoje a comemoração do Centenário de José Saramago, autor consagrado internacionalmente através do Prémio Nobel da Literatura, em 1998. No evento Leituras Centenárias, uma iniciativa da Fundação José Saramago em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares e com o Plano Nacional de Leitura, assinalou-se a data com a leitura do conto  A maior flor do mundo, um pouco por todo o país. A Carolina do 12.º ano e a Patrícia do 9.º ano, pertencentes ao grupo de Voluntários da Leitura, juntaram-se a todas essas vozes.

#centenariosaramago